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Alunos dos Cursos de Engenharia realizam visita técnica à Termelétrica do Pecém

Figura 1: auditório da recepção e apresentação da palestra sobre as instalações da termelétrica

 

Os alunos das Engenharias da UNI7 realizaram uma visita técnica no dia 25 de outubro, às instalações da empresa Energia Pecém (do grupo EDP Energias de Portugal), responsável pela operação da usina termelétrica situada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), em São Gonçalo do Amarante (CE).

O objetivo da visita técnica foi complementar os estudos em disciplinas relacionadas ao conhecimento de arranjos produtivos locais, à geração de energia elétrica, gestão de empresas, meio ambiente e sustentabilidade, dentre outras.

A Termelétrica do Pecém é uma empresa de energia elétrica interligada à rede da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF). A equipe da UNI7 foi recepcionada pelos integrantes da EDP, Daniele Araújo, Alberto Abreu, Diego Rebouças e Francisco Carvalho, que apresentaram uma palestra, vídeos institucionais e responderam aos questionamentos dos alunos, abordando temas sobre o histórico da empresa, os investimentos realizados pelo grupo EDP, a produção de energia elétrica proveniente da fonte carvão mineral, a planta de geração de vapor, as normas de gestão ambiental e saúde e segurança ocupacional, etc.

As termelétricas têm capacidade total de 720 MW para atender ao crescimento da demanda por energia elétrica do Estado do Ceará, da região Nordeste e do Sistema Interligado Nacional (SIN).

A primeira unidade geradora de Pecém I, como também é conhecida, recebeu autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para iniciar a operação comercial em 2012 com capacidade instalada de 360 MW e a segunda unidade geradora, também com capacidade instalada de 360 MW, recebeu a autorização da Aneel para iniciar a operação comercial em 2013.

 

Figura 2: Instalação de uma das turbinas movidas à vapor do sistema de geração de energia elétrica

A obra gerou um total de cinco mil empregos diretos e 11 mil postos de trabalhos indiretos criados para o desenvolvimento de novas tecnologias e negócios para a região. A operação da usina é responsável pela transformação do Ceará de estado importador para estado exportador de energia elétrica.

Figura 3: alunos UNI7 e o comitê de recepção da EDP com a usina termelétrica ao fundo

A Energia Pecém recebeu as certificações ISO 14001 (Meio Ambiente) e OHSAS 18001 (Saúde e Segurança Ocupacional), referentes ao cumprimento de normas e diretrizes reconhecidas internacionalmente em auditoria externa realizada pela Bureau Veritas Certification, que verificou a conformidade operacional da usina quanto aos sistemas de gestão ambiental e controle dos riscos relacionados à Segurança e Saúde Ocupacional de seus colaboradores.

Figura 4: Apresentação do esquema de distribuição da energia para a rede da CHESF

A usina é composta por duas caldeiras ou geradores de vapor, além de duas unidades turbo-geradoras (acionadas por turbinas). O carvão mineral, combustível utilizado para a geração do vapor nas caldeiras, é importado da Colômbia. Depois do descarregamento no Porto do Pecém, o carvão mineral é levado por correia transportadora fechada, tipo tubular, com extensão de aproximadamente 12,5 km, desde o Porto até a Usina. A correia opera com uma velocidade de quatro metros por segundo e com uma capacidade de transportar 2.400 toneladas de carvão mineral por hora.Na usina, o carvão é armazenado em um pátio e recebe uma série de cuidados especiais, evitando a contaminação do lençol freático da região. As pilhas de carvão são umedecidas através de um processo específico, com o propósito de evitar a dispersão de partículas no ar. Todo o piso ao longo da extensão do pátio foi preparado para captar as águas da chuva, evitando a infiltração do solo.

No projeto da usina foi prevista a minimização dos impactos ambientais, além do uso de alta tecnologia para tornar o processo mais limpo e eficiente, evitando emissões de partículas sólidas e gases provenientes da queima do carvão mineral SO2 e NOX. Cerca de 30% de seu orçamento foi investido em equipamentos de controle ambiental, o que corresponde uma redução substancial das emissões de resíduos do processo de produção energética.

 

Figura 5: O pátio de carvão mineral, combustível para as caldeiras da termelétrica

Essa visita técnica proporcionou aos alunos o contato com a parte prática de disciplinas estudadas na UNI7 e sua realidade no contexto regional, sendo mais uma oportunidade ímpar de obtenção de novos conhecimentos de engenharia.